28/04/11

PALAVRA

Na calçada da minha vida encontrei as palavras.
Agasalhei-as no meu coração e vesti-as de afecto e doçura.
Sussurraram-me segredos e fiz frases que a minha boca nunca disse.
Amei-as...calmamente.
Agora com o rosto entre as mãos,choro o abandono das palavras de amor.
Fugiram de mim.
Em meu redor sinto uma suave brisa que percorre meu corpo cansado e uma borboleta teima em colorir o meu mundo.
É a saudade! A palavra que me cobre e nela adormeço eternamente.

9 comentários:

Tili Oliveira disse...

Uma das poesias suas mais bonitas que já li.
PARABÉNS! Amei!
Beijão minha linda.

Anónimo disse...

Falta um espaço entre a vírgula e a palavra "choro". Contudo o mais importante não são os espaços que faltam mas aqueles que se deixam de ocupar. Isto não é uma critica, é apenas o reconhecimento que o amor que oferecemos não é único e vem um dia em que outra pessoa oferece aquilo que não podemos dar e o nosso amor vai sendo esquecido. No entanto o amor está cá, porque há coisas que não se esquecem.

Marcos R. B. Lima disse...

Olá, Isabel.

Que lindo texto. Nossa relação com as palavras tem estes momentos de fuga e retorno.

Abraços!

Marcos R. B. Lima disse...

Olá, Isabel.

A 'saudade' sempre salva a língua. É uma palavra-pedra sagrada da língua portuguesa, belíssimo poema!

Beijos.

Drisph disse...

Olá Isabel!
Linda a tua escrita, não somente neste blog, mas nos outros, da mesma forma. Parabéns pela criação.
Obrigada pela visita em meu blog e comentário. Estou a segui-la. Seguindo o meu blog, já estará concorrendo automaticamente ao sorteio de livros todo mês, basta seguir.
Um grande abraço e uma ótima semana.

Patrícia Pinna disse...

Boa tarde, Isabel. Conhecendo hoje o seu blog e não tive dúvida alguma em segui-lo.
Ele possuiu belas poesias e um romantismo e intimidade que me agradam.
Parabéns.
Beijos na alma.

Anónimo disse...

Belos, simplesmente belos!!!
Os desabafos apaixonantes e profundos, que correm na essência desta poetisa, que, e de todas as formas, nos toca e conduz para a ilusão dos afectos... Sim afectos; sem eles a semântica humana desvanecia-se como inevitávelmente se está desvanecendo...

Com pura gratidão, deixo-lhe um beijo...

O PINTOR DE SONHOS... :)

Tony Madureira disse...

Olá,
Passei, gostei, voltarei!

Tony

Ives disse...

Na calçada da sua vida, encontraste lindas inspirações! abraços

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