Na calçada da minha vida encontrei as palavras.
Agasalhei-as no meu coração e vesti-as de afecto e doçura.
Sussurraram-me segredos e fiz frases que a minha boca nunca disse.
Amei-as...calmamente.
Agora com o rosto entre as mãos,choro o abandono das palavras de amor.
Fugiram de mim.
Em meu redor sinto uma suave brisa que percorre meu corpo cansado e uma borboleta teima em colorir o meu mundo.
É a saudade! A palavra que me cobre e nela adormeço eternamente.
Hoje quero viver nesta embriaguez de sentidos que me fez sentir amada.
Minto-me, não importa! Hoje permito-me esta mentira.
A nudez ilusória do teu amor veste a minha inocente alma e
sinto-me terrivelmente aconchegada.
Gostava de te fazer feliz, por um instante. Não o sei fazer!
Um dia, sentirás na tua pele, na tua boca, nas tuas mãos, a felicidade e
um sorriso puro viverá nos teus lábios que um dia beijei.
Recordarás como eu me sentia: Feliz.
Obrigada.
TU
Como apareceste, não sei, não importa.
Mas encontrar-te, fez-me sonhar fazer de ti o meu amor.
Agora peço-te que guardes na tua mão a minha vida e
entrelaces os teus dedos nos meus e passeemos pela
vida, delicadamente.
Gosto que os meus olhos se inquietem quando encontram os teus
e de me perder nesse olhar imaginando um mundo só teu, onde
navegas ao sabor de um vento colorido.
Como me encanta a tua fala mansa que me embala nas palavras
ditas ao som da música preferida.
Sinto o meu corpo em tormenta pedindo o teu que me envolva
em desejos proibidos e de te amar ao luar com aroma a noite.
Como gostava de saber dizer o que és para mim.
Não digas nada, fica em silêncio e escuta os meus versos que voam
e se quiseres ... guarda-os.
Gosto da saudade que tenho de ti.
Gosto da saudade que sinto dos momentos de volúpia vividos entre
nossos corpos despidos.
Nossas mãos namoravam e os dedos entrelaçados e quentes uniam-se.
Os nossos olhos emocionavam-se no caminho da intimidade.
Nossas bocas murmuravam doces suspiros que se calavam na união de nossos lábios.
Gosto da saudade que tenho de ti.
Conheces-me. Sabes ler no brilho dos meus olhos de azeitona
o amor que te dedico.
Conheces-me. Sabes de cor cada onda de meu corpo onde
navegas com delicadeza e eu deixo-me levar na brisa do amor.
Conheces-me. Sentes o sabor dos meus beijos de limão na tua boca
que não consegues esquecer.
Conheces-me. Cada fio de meu cabelo que brilha na noite escura,
acaricia teu rosto de olhar terno.
Conheces-me e eu conheço-te.Somos dois anjos que se encontraram num
poema de amor.
Fazes-me feliz porque me lês como um livro de poesia.
Saboreias o meu nome como um doce delicado e baixinho
cantas-me ao ouvido a minha música preferida (Último Pedido).
Fazes-me feliz porque deixas-me amar-te sem me pedires e
de mansinho vou ao encontro do sonho.
Estes são os versos simples que te dedico.Sou feliz.
Coloquei-te num altar de cristal,
embelezo-te com lilases perfumados e
ilumino-te com um círio prateado.
Na penumbra o teu rosto fica tão belo!
Recolho-me em oração e peço que me ames.
Apenas.
Ofereço-te o melhor de mim, um sorriso.
Somente.
Devolvi-me à saudade de um amor colorido,
fechei-me na concha do sonho e parti
para um mar de desejos de papel.
Vejo nos corais os teus olhos e na suavidade
das anémonas as tuas mãos que me acariciaram.
Não quero sair do sonho. Envolvo-me nos limos
dos suspiros e sinto-te em mim.
Adormeço nos longos braços de Neptuno e
cubro-me com o manto de luar. A alma voou.
EU
Sou o que sinto e sinto o que eu sou. Sou borboleta.
Borboleta sem apego, sem flor permanente.
Em cada asa colorida e transparente, um amor maternal,
intemporal e infinito.
No meu corpo, o amor sedutor e sensual que chama por ti,
onde quer que estejas.
Tu serás a flor que quero que me cubra com seu pólen balsámico e
me envolva com sua pétalas aveludadas.
Tu serás a flor mais completa e sorridente de um jardim encantado,
onde poisarei como um beijo delicado de fada e te acordarei de um
sono profundo de vida cansada.
Serei feliz quando me transformar em alma encantada em corpo de
borboleta.
Hoje vi um anjo no meu travesseiro, repousava sereno e belo.
Uma luz o envolvia e cobria de versos de amor.
Quis tocar-lhe mas apanhei palavras de amor.
Quis falar-lhe, apenas senti um suspiro breve.
Quis beijá-lo mas na sua boca de lírio branco, morava o mais bonito
sorriso que alguma vez vi.
Contemplei-o, assim, quieto e sedutor.
Não o pude alcançar mas cobicei-o.
Esfumou-se na manhã límpida. No ar ficou a ambrósia celeste.
No meu travesseiro uma pétala de lírio branco.