01/05/10

DESATINO

Devolve-me a manhã em que te vejo e aceno
com um longo beijo que peca por tardio,
onde ouso perder-me em ti perpetuamente.
Nos teus braços seguros e acolhedores desejo
despojar-me e languidamente neles adormecer .
Mas esqueces-me porque te perdes nos atalhos
da vida para me encontrares.
Devolve-me o amor que te dei.Devolve-me!
Vou amordaçar meu coração e pensar com a razão.
Ai de mim,que cumpro um fado que é ter tamanho coração
para amar em desatino,tu,um amor imortal!

1 comentário:

Du disse...

Essa de devolver o amor... bem que poderia ser assim sempre, né? Como seria bom se todas os nossos amores correspondessem da mesma forma, que a palavra saudade não existisse tão sofridamente...

Também fiz um poeminha novo hoje, se quiser ler, está no blog!

Beijos, querida!

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